Parar e reflectir
Quando ouvimos falar em passividade – preconceituosamente - achamos que é algo que nos prejudica, e pode ser em excesso, em desequilíbrio, tal como todas as virtudes em excesso se tornam… desequilibrantes.
Por outro lado, a determinação é óptima, mas em excesso, torna-se obstinação, coisa que nos torna cegos facilmente.
Por outro lado, a determinação é óptima, mas em excesso, torna-se obstinação, coisa que nos torna cegos facilmente.
A passividade, o tal ‘parar-para-pensar’ é fruto de inteligência e de maturidade. Quando jovens achamos que não temos tempo a perder com teorias e avançamos intrépidos, não sabendo bem para onde. A própria vida pára-nos, mais tarde ou mais cedo. Os solavancos surgem, os desafios são cada vez maiores e a ousadia vai diminuindo, dando lugar à prudência – que, mais uma vez em excesso, é prejudicial.
Então, o melhor mesmo é ser sereno e, de alguma forma, passivo.
Parar para reflectir. Parar para avaliar o que se passa consigo, o que há a melhorar, o que pode ainda criar, o que quer, o que gosta, em que é que acredita, quais são os seus valores, qual é o seu propósito de vida. Já dizia Aristóteles: 'O ignorante afirma, o sábio duvida e o sensato reflecte'.
Depois dessa complexa e delicada tarefa, marque uma data no seu calendário e comece de novo. Marque na sua agenda o início de um novo ciclo.
E, já agora, tente não repetir os erros do passado, outros novos irão surgir com certeza, então, não se repita.
(este texto não segue as regras do novo acordo ortográfico)

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