Desapego? Siga o exemplo das abelhas
Após construírem a colmeia, elas abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento.
Todo o mel que fabricaram, além do que necessitavam, é deixado. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.
Num acto incomum, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Soltam-no simplesmente sem se preocuparem se vai para outro.
Deixam o melhor que têm, seja para quem for – o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou dirigir a doação para alguém da nossa preferência.
Se queremos ser livres, parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar um único desejo: o de nos transformar.
Assim, quando alguém ou algo tem de sair da nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda.
O sofrimento vem da fixação a algo ou a alguém. O apego engana o que deveria ser claro: por detrás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor precisa entrar para o nosso crescimento.
Se não abrirmos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?
Autor desconhecido

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